quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Como você será lembrado?


Certas coisas serão eternamente duráveis 
Outras com data de validade 
basta você escolher... uma imagem, ou uma atitude?

terça-feira, 9 de outubro de 2012

A Tarde Dançante


São Paulo, Brasil, 1967, Péricles Sakai e seus 17 anos, um rapaz asiático, de jaqueta jeans surrada, bota de couro, cabelo em pé com brilhantina, jeito de garanhão.
Foi numa tarde dançante num domingo à tarde que Péricles conheceu Linda Apfel Rausch, uma garota loira, 18 anos, que trajava um típico vestido branco de bolinhas pretas e de cabelo preso com um laço rosa. Linda estava sentada num banco, junto de mais 4 meninas, seu suposto ar de inocência atraiu Péricles, que não bobeou, chamou-a para dançar. Linda dançava de modo que não olhava para os olhos de Péricles, mas não demonstrava vergonha, demonstrava mais uma indiferença gritante.
Após dançarem a tarde toda, Péricles se ofereceu a levar Linda para casa, que lançou um "aham" sem muita expressão, Péricles nunca tinha sentido certa atração por alguém, procurava não olhar muito para a garota, pois involuntariamente lançava um sorriso bobo, para Péricles isso era péssimo, pois queria manter sua fama de mau diante das pessoas.
No meio do caminho Linda pediu para que parassem, adentrou num beco e inesperadamente puxou um cigarro de maconha de sua bolsa, o que fez com que Péricles travasse, transparecendo nervosismo. "O que foi?..." - disse Linda num tom de voz seco. "Sei lá, não sabia que você fumava essas coisas, mora?" - Disse Péricles. "Hah!... Quer dizer que você nunca fumou um desses? Você realmente é um brotinho muito pirralho..." - Falou Linda. "Não sou pirralho, garota! Passe isso pra cá!" - Disse Péricles, puxando o cigarro da mão de Linda. "Você sabe que se nos pegarem aqui com isso não só vamos em cana, como vamos apanhar pra cachorro, não é?" - Disse Péricles, com um aspecto branco de nervoso. "Meu bem, se eu fosse ficar seguindo tudo o que me dizem pra fazer, não estaria essa tarde dançando contigo, pra inicio de conversa." - Disse Linda.
Os dois continuaram ali por um tempo, quando escutaram passos de pessoas vindo correndo, de longe notaram que eram dois policiais militares gritando e berrando, Linda e Péricles saíram correndo desesperadamente até despistar os dois soldados.
"Caramba garota! Quase fomos pro xilindró! Você não sabe o que faz? Como é que você me puxa..." - Disse Péricles, sendo interrompido por um inesperado beijo de Linda. "Você é um brotinho muito medroso, mas gostei da sua marra, se falasse menos ia ser um chuchu." - Disse Linda.
Péricles nunca tinha conhecido uma garota tão diferente, seu coração enchia de atração, curiosidade e felicidade por Linda, mas será que seria por muito tempo?

domingo, 17 de outubro de 2010

Tempestade

não querer abrir os olhos de manhã.
vestir seu pedaço de pano.
andar feito uma marionete até não se sabe onde.
mastigar a comida sem gosto.
olhar o dia chuvoso e escuro.
não ter com quem comentar sobre isto.
olhar seu rosto enquanto escova os dentes.
sair na rua com a pequena esperança de melhorar as coisas.
chegar até o lugar que precisa ir.
desacreditar da pequena esperança.
lembrar que você é mais um grão de areia perdido no meio da praia.

mas o pior ainda é...

que você ainda não sabe o que é o verdadeiro inferno.

Por: Lincoln F. Barbosa

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Você Sabe Sem Querer

Não existe arte onde não se quer ver.
Não existe música quando a atenção não a prende.
Não existe beleza quando se vê o que a compõe.
Não existem acentos quando não se sabe ler.

Quem não percebe está morto.
Quem percebe faz existir.
Quem não é percebido NÃO EXISTE.
Existir pra sí não basta...

São as coisas as quais você sabe sem querer...

Por: Lincoln F. Barbosa

A Droga Doce

Tu faz doce...
E tão doce é tua mente.
E o doce me faz crente.
Que ao tempo doce vou voltar.
O doce tu consome.
O doce tu me oferece.
Tua mente, tuas idéias, parecem ser todos os efeitos.
Pare com este doce, quero tu comigo.
O resultado que esperava instantâneo, vai aos poucos me consumindo...
Fazendo doce...
O inferno toma conta... estou sozinho...
Fiz amizade com os móveis...
Enxerguei a realidade como um tapa.
Garota, cansei do teu doce.

Por: Lincoln F. Barbosa

Sete e Dezessete

Chega a adolescência... Quebram-lhe as pernas, é impossível voar.

Ele descobre as sete expressões.
Agora viaja, não sabe nem por onde começa ou por onde isso acaba.
Ele acredita ir mais longe, cria a utopia.

Chega a realidade... O devora...

Por: Lincoln F. Barbosa

Contagem Progressiva

Quando pareço pirar ...
Quando há falta de senso ...
Quando eu perco meu tempo ...
Quando aos poucos me apago ...
Quando o senso destrutivo aflora ...
Quando a angustia se torna sufoco ...!

É quando parece crescer a coragem, ou talvez a falta dela.. aos poucos ... estou procurando o óbto.

Por: Lincoln F. Barbosa